quarta-feira, dezembro 8

Enfim......

Eis que surge a figura!
Minha cabeça girando, aquela sensação de culpa, vontade de dizer não...
Resisitir é impossível, o poder que aquele olhar exerce sobre meu autocontrole é simplesmente absoluto. O cérebro já não pensa, os joelhos não sustentam meu peso, as mãos suam frio. Os dedos pesados na minha nuca, arrepiam a alma. O sorrisco doce e as pupilas dilatadas denunciam o que já é minha constante preocupação. A voz macia e os cabelos negros acariciam minha orelha e confirmam o futuro próximo. Um deslize e eu fujo. Aquele não é um bom momento. Sinto de novo minhas mãos suarem, o calor agora invade meu rosto. Vergonha.
Consegui. Por que , então, não estou feliz?! Por que quero voltar? Por quê?!
Venci a batalha, e ainda assim não sinto que estou segura.
Parece que ele vai voltar a qualquer hora.
Quando eu menos esperar, lá estará ele: mãos fortes, cabelos negros,voz doce, sotaque carioca e fala pausada no meu ouvido, derretendo meu corpo e cegando minha alma.
E a vontade de dizer não indo embora...
E eu lutando. E meu inconsciente emitindo escassos sinais de alerta.
E meu coração parado, pedindo pinico.
Sei que a culpa é minha.
Mas, ah, por que levar tão a sério?
Eu não falo por mal...
Nem faço por mal..
Um dia, quem sabe, esquece.